Ainda que o futuro nos diga que será um lugar inseguro
Pulo o muro e roubo maçãs no escuro e nem fico rubro
Se o cão imaturo morde o osso duro que lhe dou...
Ainda que as janelas nos digam que atrás delas há virgens
Olhares sonhando cantigas e trovas eu digo - uma ova! -
Que alguém derrubará o arame que cerca o olhar triste
Do poema perdido entre persianas e umbigos...
Ainda que mentes tentem provocar enchentes de dementes
Em nossos inconscientes latentes em êxtases polivalentes
Plurinascentes teremos que nos tornarmos expoentes
De nossas imberbes faces em narcísicas correntes...
Ainda que nos coloquem em dicionários e formulários
Servidos em escapulários de templos de confrários
Que conduzem proles de otários aos matadouros
De ovários incrustados em lampadários
Viveremos em campanários
Como canários
Do reino...
terça-feira, 9 de outubro de 2007
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